domingo, 14 de junho de 2009

Nos cafés não deviam entrar animais

No mesmo dia em que se passou o episódio frustrante da vitela estufada o animal do Radek ligou-me para irmos sair, eu como sempre aceitei, e ligamos a um animal enorme amador, o caríssimo João Ventura, não tinhamos destino fomos dar uma volta, tomamos um café e aí começou tudo.

Fomos a um estabelecimento com um certo requinte e de um certo nível, enquanto estivemos sentados na esplanada não houve problema, os nosso cérebros estavam a arejar, não tencionavamos fazer anormalidades, queriamos apenas disfrutar dos nossos cafés e da companhia.

O pior é que a esplanada fechou às 11 da noite, como estavamos à espera de um quarto animal, o Paulo Henrique, fomos para dentro, e aí começou a loucura. O Radek perguntou-me o que estava aberto à quinta-feira à noite para irmos tomar um copo, eu não sabia, mas decidi perguntar a um amigo meu que estava igualmente dentro do café, o Manel. Ora o Manel estava na ultima mesa, e nós na primeira, mesmo à beira da entrada, então eu digo em tom alto "Oh Manel hoje o que é que está aberto pah?" ao que ele me responde "O quê?" e eu após ter repetido três vezes decidi que o melhor a fazer não era levantar-me e ir à mesa dele, pensei que o melhor seria berrar a minha pergunta, ao que ele respondeu que não havia nada aberto naquela noite, e logo de seguida muito atencioso perguntou-me aos berros, "Queres um chá de infusão de rosas?" e eu aos berros também respondi "Queres um piroco no cu?". o Radek estava vermelho de tanto rir e de tanta vergonha visto que aquele estabelecimento era pessoas de um certo nível, o Ventura ficou um pouco mais constrangido, e tentou sair discretamente do café, o problema é que se levantou muito depressa e ao virar-se para sair, já que a entrada estava mesmo atrás da nossa mesa, embateu num expositor que continha umas canas de bambu bem grandes, e o mesmo quase que caía. O estardalhaço foi tal que toda a gente se esqueceu da minha figura.

Depois disto ainda fomos dar uma volta, e mais tarde jogar bilhar, mas esse jogo insólito foi debatido entre o Ventura e o Radek, por isso mesmo deixo para o meu grande amigo Luís o legado de contar essa história.

Ricardo Mendes

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